Curitiba

Com alto índice de testagem, Curitiba fez 532 mil exames PCR em um ano

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Desde o início da pandemia da covid-19, em março de 2020, até o último dia 19, Curitiba fez 532.189 testes PCR para detectar infeccção pelo coronavírus na cidade. O número equivale a um quarto da população da cidade e revela que o município tem um alto índice de testagem.

De janeiro a 19 de março deste ano, Curitiba já testou o equivalente a 8,5% da população. Foram 165.183 exames de PCR em 2021, somando os realizados na rede pública e na privada.

O exame PCR detecta o vírus da covid-19 na fase ativa, entre o terceiro e oitavo dia da infecção. A taxa de “positividade” está em torno de 40% atualmente.

De acordo com o epidemiologista do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Diego Spinoza dos Santos, embora essa testagem seja fundamental no combate à pandemia ela precisa estar aliada às medidas de isolamento social por parte da população.

“Até que saia o resultado do exame, o paciente precisa ficar em isolamento social. E, caso dê positivo, mesmo com sintomas leves, é preciso continuar respeitando esse isolamento”, adverte o epidemiologista.

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, só desta maneira o município conseguirá diminuir o número de casos ativos e frear a propagação do vírus. De acordo com o último boletim, divulgado neste domingo (21/3), havia 13.534 casos ativos da doença em Curitiba, correspondente ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

“Essas 13.534 pessoas testadas positivo precisam ficar isoladas, mesmo se tiverem sintomas leves. Aqueles que fizeram exame e estão aguardando resultado também,” diz Oliveira.

O diretor explica que 90% dos casos confirmados são leves.

“Isso traz uma falsa impressão para a pessoa, que testa positivo e se sente bem e acha que pode circular. O problema é que ela vai transmitir para outras pessoas, que não reagirão necessariamente tão bem à doença, o que pode levar a óbitos conhecidos, amigos e familiares”, explica.

 

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